quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Fidel Castro em confissão expiatória...

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Estou altamente expectante para ver a reação de certos "guardiões dos valores da esquerda"; não estranharei, contudo, que se remetam a um silêncio conveniente e hipócrita...

Todos os ditadores, porque fundam o seu poder na ignorância e no obscurantismo, promoveram atitudes discriminatórias e persecutórias dos homossexuais.
A homossexualidade é uma condição natural, na medida em que é uma condição humana. Considero, por conseguinte, que o Estado cumpriu bem a sua função ao plasmar em lei o reconhecimento do direito de união (inadequadamente chamada de "casamento") entre pessoas do mesmo sexo*, pois esse direito (e aqui reside, para mim, o ponto fundamental) não colide com direitos de terceiros. Precisamente por implicar com terceiros, não concordo com o reconhecimento do "direito" à adoção. 

* - dizer "entre pessoas do mesmo sexo" é mais adequado que "entre homossexuais" ou, pior ainda, "casamento gay". De facto, dois homens ou duas mulheres, sendo ambos heterossexuais, deverão poder unir-se entre si (digamos, "em casamento"). Falar exclusivamente em "união homossexual" é discriminatório, pois considerar que a única motivação para a união entre duas pessoas é a sexualidade é, só por si, redutor  -  outros valores, outras motivações, outros "porque sim" poderão ser razão para uma união, não forçosamente a sexualidade...

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