terça-feira, 30 de novembro de 2010

"In memoriam" de Fernando Pessoa

"Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra cousa todos os dias são meus."

Alberto Caeiro - heterónimo de Fernando Pessoa
in "Poemas Inconjuntos"

Fernando Pessoa - N: 13/06/1888  -  F: 30/11/1935

Joaquim dos Santos Martins: o "Organista"

Joaquim dos Santos Martins nasceu na freguesia de Semelhe, Braga, em 22 de novembro de 1919, e faleceu em Moimenta, Terras de Bouro, no dia 03 de julho de 1993.

Sem pretender fazer biografia, e muito menos história, estes “post” são apenas o testemunho do meu apreço por aqueles que, fazendo parte da memória de várias gerações, são referências coletivas da comunidade terrabourense.
aqui foi referido o Dr. Paulo Marcelino como figura proeminente de um período específico da história de Terras de Bouro. Mais proximamente, porém, entre os homens dignos de relevo por terem intervindo na cultura ou na arte, no associativismo ou no voluntariado, na etnografia ou no autarcismo da minha “aldeia”, estão, segundo critério pessoal, o maestro e compositor Joaquim Martins Viana (que já aqui postei) e Joaquim dos Santos Martins, também músico, letrista e compositor.
Conhecido entre nós como o “Organista”, Joaquim dos Santos Martins é credor do nosso reconhecimento pela sua vida de serviço a Santa Cecília (nome que deu a uma das filhas), padroeira dos músicos, não só pela autoria de letras e músicas de marchas e temas do folclore e pelas diversas instrumentações que fez, mas também por toda uma vida de dedicação aos grupos corais juvenis e aos cânticos religiosos.
De facto, é absolutamente impossível à minha geração (e a muitas outras) reviver quaisquer manifestações religiosas em Covas, Terras de Bouro, sem se ouvir o harmónio do Sr. Martins!...

Há dias, tive acesso a alguns dos seus “papéis”, gentilmente facultados pela filha Lurdes, que revelam a sua componente artística musical e poética:

 Marcha de Terras de Bouro


“Somos de Terras de Bouro
Uma Vila pequenina
Onde produz um bom milho
De espiga amarelinha!

Nós louvamos o Senhor
Por este lindo cantinho
Salve, oh Terras de Bouro!
És terra de pão e vinho.”

Outra composição:
Coro:

Ribeira do rio Homem
És rainha das ribeiras!
Tu és bela e formosa
Por baixo das laranjeiras

                                  I                                              II
                     À tua margem direita             Vêm pescadores de fora
                     Fica Cibões, Gondoriz.          Em busca da bela truta
                     Tu possuis a bela truta           Respirar os nosos ares
                     Fazes o homem feliz!             Saborear nossa fruta

                                 III                                           IV
                   Margem esquerda Vilar,           Abaixo fica Pesqueiras
                   Senhora do Livramento.            Donde sai a pescaria
                   Oh! Ribeira, rio Homem,           Ribeira do Rio Homem
                   Não me sais do pensamento.     A todos dás alegria.

                               V                                              VI
                   No extremo fica Campo,           Oh! Ribeira, o teu rio
                   Covide e Carvalheira;                Nasce junto do Gerês
                   Dando dois passos em frente     Este vira tão bonito
                   Atravessamos fronteira.             É o vira português
                                                                    (ou: Dancemo-lo outra vez)

Entre papéis do meu avô, encontrei estes que referem:
“Instrumentado / Instrumentação pelo organista Joaquim dos Santos Martins”


Algumas fotos:
Tocando harmónio na Capela de S. Brás

Numa Visita Pascal: Manuel Correia (da Patrocínia), José Oliveira (Chasco, falecido), Manuel Brito (genro, falecido), Padre Faria (pároco de Moimenta, falecido), Joaquim dos Santos Martins - Mordomo, Evaristo Martins (filho), José Vieira Martins (filho), Domingos (Cabenco, falecido) e Ilídio (de Pesqueiras, falecido). 

O Sr. Martins "Organista" e esposa, com o genro Sebastião (também já falecido), alguns filhos e netos

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Hoje, proponho este poema: "O Constante Diálogo", de Carlos Drummond de Andrade

Há tantos diálogos

Diálogo com o ser amado
               o semelhante
               o diferente
               o indiferente
               o oposto
               o adversário
               o surdo-mudo
               o possesso
               o irracional
               o vegetal
               o mineral
               o inominado

Diálogo consigo mesmo
               com a noite
               os astros
               os mortos
               as ideias
               o sonho
               o passado
               o mais que futuro

Escolhe teu diálogo
               e
tua melhor palavra
               ou
teu melhor silêncio.
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.

Carlos Drummond de Andrade, in 'Discurso da Primavera'

sábado, 27 de novembro de 2010

Canção que me ficou no ouvido: "Canção ao Mondego", TMUC

Como já referi há dias, assisti, no âmbito do Festival "Canto da Sereia", à atuação de várias tunas universitárias. Fiquei encantado com a criatividade, o talento, a qualidade instrumental e as vozes de vários jovens estudantes! As baladas que mais me impressionaram, repito, foram duas baladas originais da TMUC - Tuna Universitária da Universidade de Coimbra. Neste "post" podeis (re)ouvir a balada "Voar"; hoje, apresento-vos a "Canção ao Mondego".


"Canção ao Mondego"

Sei que o tempo caminha veloz,
Que tudo na vida tem fim.
Ó Mondego que segues
Correndo p'rá foz
Não afastes Coimbra de mim!

A Torre, rasgando os céus,
Guarda a cidade ao luar.
Quando chegar o adeus,
Cantarei
P'ra Coimbra
A Chorar!

Link para consulta de "As histórias (e a música) deste dia"

Lamentaram-se alguns visitantes do "pass'aarão" de que, além de dificuldades na leitura de alguns vídeos, o blogue se tornara bastante pesado e de acesso difícil a alguns "post". Deduzo que isso se poderá dever ao facto de, diariamente, serem postados os vídeos de "As histórias (e a música) deste dia". Assim, a partir de hoje, só colocarei essas "histórias..." em casos que notoriamente se justifiquem. Os visitantes que regularmente recorriam à informação veiculada por esses vídeos poderão continuar a fazê-lo em http://videos.sapo.pt/search.html?word=as+historias+deste+dia

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Deixo aqui, finalmente, uma proposta séria para o equilíbrio sustentável do défice das contas públicas...

com a redução, drástica, do pessoal político:

coloque-se este espelho mágico na assembleia, no governo, nos ministérios, nas autarquias, nas empresas públicas, nos diretórios partidários, nos sindicatos...

26 de novembro: as histórias (e a música) deste dia

DESCRIÇÃO: Construção do gueto de Varsóvia; as cheias de Lisboa de 1967; acordos de Argel para a independência de S. Tomé e Príncipe; último voo do Concorde; atentados em Mumbai; Ferdinand de Saussure; Eugène Ionesco; Charles Schulz; Fausto Bordalo Dias; Mário Cesariny; "As time goes by", do filme Casablanca.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Exibição do Grupo de "Ginástica Acrobática", da ESAS - Escola Secundária Alberto Sampaio

No Campeonato Regional de Ginástica Acrobática, no Porto.

Este grupo de ginástica acrobática da ESAS, do qual faz parte a minha filha Ana Luísa, é absolutamente extraordinário e revelador da dedicação dos alunos (a maioria dos quais também com excelentes resultados nas diversas áreas disciplinares), dos professores e dos pais!... De facto, decorrendo os treinos quatro vezes na semana (2ª, 4ª e 6ª feiras, depois das aulas, das 18:30 às 20:30, e, ainda, aos sábados de manhã), a todos são "exigidos" sacrifícios e grande disponibilidade.
Mas só com esforço e persistência é possível atingir níveis de excelência! Só assim se constrói e se vive a escola!

25 de novembro: as histórias (e a música) deste dia

DESCRIÇÃO Golpe de 25 de Novembro de 1975 em Portugal; golpe da ala militar dura na Grécia depõe Papadopoulos; Karl Benz; Eça de Queirós; Catarina de Bragança; Yukio Mishima; "Rudolph, the red nose reindeer"

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Terras de Bouro no rolo das memórias: festas, celebrações e romarias...

Numa Comunhão Solene com o Padre João, da Balança (o Padre que me batizou).
Numa romaria à Senhora do Sameiro
S. João de Gondoriz, em dia de neve
Na homenagem aos Dr. Xavier de Araújo e Dr. Artur Arantes
Na mesma homenagem
Na atribuição de nomes às ruas da Vila de Terras de Bouro (?)
Na mesma circunstância...

24 de novembro: as histórias (e a música) deste dia


DESCRIÇÃO: Abel Tasman descobre a Tasmânia; o trânsito de Vénus; Mobutu Sese Seko chega ao poder; Bento Espinoza; António Gedeão; Emir Kusturica; Freddie Mercury; Barbra Streisand e Donna Summer com "Enough is enough / no more tears".

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Aqui, há português (in)correto...(21)

Em caso de emergência:
"Dirija-se", em primeiro lugar, ao telefone e ligue o "112".

Se ainda puder, alerte depois os responsáveis da segurança sobre as situações
que estiveram na origem da emergência.

23 de novembro: as histórias (e a música) deste dia


DESCRIÇÃO: Corpo Expedicionário Português regressa da I Grande Guerra; inaugurado o mercado da praça da Figueira, em Lisboa; a primeira jukebox; Freddie Mercury anuncia que tem SIDA; Afonso X, o Sábio, de Castela; D. Francisco Manuel de Melo; Asafa Powell; Eminem e "Loose Yourself".

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Hoje, proponho este poema: "Sísifo", de Miguel Torga

Recomeça....
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...

Miguel Torga, Diário XIII

22 de novembro: as histórias (e a música) deste dia



DESCRIÇÃO: O assassinato de John F. Kennedy; "A Origem das Espécies" de Charles Darwin é publicado em Londres; Vasco da Gama passa o Cabo da Boa Esperança rumo à índia; as primeiras esferográficas começam a ser vendidas; Charles de Gaulle; Boris Becker; Scarlett Johansson; Lloyd Cole and the Comotions canta "Lost Weekend".


domingo, 21 de novembro de 2010

Como somos iludidos!

Alguém (que agora não consigo identificar) teve a gentileza de me enviar este vídeo, e, como o fim de uma tarde de domingo é sempre bom para "desopilar", partilho-o convosco:

21 de novembro: as histórias (e a música) deste dia


DESCRIÇÃO: Thomas Edison anuncia a invenção do fonógrafo; uma das segundas-feiras sangrentas na história da Irlanda; as negociações de paz nos Balcãs; Voltaire; Columbano Bordalo Pinheiro; René Magritte; Ines Sastre; José Mário Branco canta "Inquietação".


Inquietação
José Mário Branco

A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes
São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Ensinas-me a fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas
Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda.

sábado, 20 de novembro de 2010

Elucubrações... pretensamente poéticas: cimeira

irmãos,
elevadamente confiemos os nossos corações
aos senhores omnipotentes,
protetores da terra e da humanidade,
e digamos em coro de desesperança:
graças vos damos, senhores!

pelos novos sistemas anti-mísseis
estratégicos - graças vos damos, senhores!

pelos novos conceitos de defesa
estratégicos - graças vos damos, senhores!

pelas novas parcerias
estratégicas - graças vos damos, senhores!

pelas novas retiradas
estratégicas - graças vos damos, senhores!

pelas novas ameaças
estratégicas - graças vos damos, senhores!

senhores,
vós que vos dignastes salvar estes vossos servos das investidas dos inimigos 
da paz lusa eterna
acolhei as preces que humildemente vos suplicamos:

angela merkel - rogai por nós!
sílvio berlusconi - gozai por nós!
nicolas sarkozi - olhai para nós!
dmitry medvedev - tramai-nos a nós!
hamid karzai - suspirai por nós!
barack obama - tende piedade de nós!
josé sócrates - afastai-vos de nós!

assegurai, senhores,
ao mundo a paz em nossos dias:
livrai-nos da boa vontade dos vossos intentos,
do mau olhado e dos maus pensamentos,
da diarreia e dos males de inveja...
assim seja!

macviana
20.11.2010

20 de novembro: as histórias (e a música) deste dia




DESCRIÇÃO: A morte de Franco e o fim da ditadura em Espanha; Xanana Gusmão é preso pelas forças militares indonésias em Timor-Leste; a Revolução Mexicana; o Tratado de Lusaka e o cessar-fogo da UNITA; o casamento de Isabel de Inglaterra e Philip Mountbatten; Selma Lagerlof; Edwin Hubble; Leo Reisman canta "Happy Days are Here Again".

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Canção que me fica no ouvido: "Voar", TMUC - Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra

No passado sábado, no decurso do "XVII Canto da Sereia - Festival de Tunas Femininas" (aqui anunciado), organizado pelas Mondeguinas, tive oportunidade de assistir a atuações fantásticas das várias tunas a concurso; no entanto, ficou-me no ouvido esta balada/canção da TMUC, tuna convidada.


"Voar"

Passei toda a noite acordado e sonhei que te tinha a meu lado e cantei para acalmar o coração. 
E os céus, toda a noite a escutar cantos meus, pareciam dançar no adeus que lancei à solidão. 

Sei que fingia que a minha agonia se escoava no meu cantar. 
Não me envergonho de viver neste sonho, porque nele eu posso voar. 

Surgia a alvorada e minh'alma sentia que podia erguer-se com o dia, num perfeito amanhecer. 
Mas não, não voltaste e o meu coração desolado partiu-se no chão para nunca mais sofrer.

Voz, letra e música: Adémia

19 de novembro: as histórias (e a música) deste dia


DESCRIÇÃO: A inauguração do Museu do Prado em Madrid; o encontro de Gorbachev e Reagan e a "coexistência pacífica" da Guerra Fria; o golo 1000 de Pelé; Anwar el-Sadat visita Israel; Américo Thomaz; Calvin Klein; Jodie Foster; os Tears for Fears cantam "Shout".

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Elucubrações... pretensamente poéticas: mãos

a angústia do olhar
denuncia a impotência das mãos
que mirradas pela rudeza da vida
gravam a sina do presente
nas rugas do desespero das horas

já são dispensáveis as mãos
que firmes empunharam enxadas
e construíram abrigos!...
agora estão trémulas essas mãos
com o peso da ausência de futuro!

macviana
18.11.2010

Ficamos por aqui: na faena "à portuguesa" não há "touros de morte".

...se fosse em Barrancos, não sei, não!

18 de novembro: as histórias (e a música) deste dia



DESCRIÇÃO: A primeira tira da banda desenhada "Calvin & Hobbes"; a 1ª Selecção Portuguesa de Futebol; o 1º filme de animação com Mickey; a seita do Templo do Povo e o "suicídio revolucionário" que vitimou 900 pessoas; Jacques Daguerre; Peter Schmeichel; Chloe Sevigny; a banda sonora do filme "Música no Coração" chega ao nº1 do top britânico. "My Favourite things" foi um dos êxitos.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Hoje, proponho este poema:"São brinquedos as bombas de napalme", de José Saramago

Aqui, na Terra, a fome continua,
A miséria, o luto, e outra vez a fome.

Acendemos cigarros em fogos de napalme
E dizemos amor sem saber o que seja.
Mas fizemos de ti a prova da riqueza,
E também da pobreza, e da fome outra vez.
E pusemos em ti sei lá bem que desejo
De mais alto que nós, e melhor e mais puro.

No jornal, de olhos tensos, soletramos
As vertigens do espaço e maravilhas:
Oceanos salgados que circundam
Ilhas mortas de sede, onde não chove.

Mas o mundo, astronauta, é boa mesa
Onde come, brincando, só a fome,
Só a fome, astronauta, só a fome,
E são brinquedos as bombas de napalme.

José Saramago, "Fala do Velho do Restelo ao Astronauta"

17 de novembro: as histórias (e a música) deste dia


DESCRIÇÃO: A construção do Convento de Mafra. "Memorial do Convento", de José Saramago. O canal do Suez. A Revolução de Veludo, na Checoslováquia. A origem do rato de computador. Martin Scorsese. Sophie Marceau. Rem Koolhaas. Joaquim Machado de Castro. Os Wham! cantam "Wake Me Up Before You Go Go".


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Aqui, há português (in)correto... (20)


Se a maioria dos portugueses respeitasse a proibição de "botar lixo" em determinados lugares e cumprisse, à letra, o apelo expresso neste cartaz, não teríamos o "ambiente" que hoje temos: degradado e podre, a necessitar urgentemente de regeneração!...

16 de novembro: as histórias (e a música) deste dia



DESCRIÇÃO: A colonização espanhola da América do Sul. A proclamação da República no Brasil. A inauguração do Estádio do Dragão. A criação do LSD. José Saramago. Diana Krall. Jimi Hendrix toca "Voodoo Child".

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Terras de Bouro no rolo das memórias: Casas Comerciais

Casa Paula (em fundo)

Casa Melo
Casa/Oficina Machado
Farmácia Alvim Barroso
Café Avenida e Correios

Café Dantas/Pensão Rio Homem
Casa/Tasca do Cunha

Casa Rocha
Padaria do Paço

15 de novembro: as histórias (e a música) deste dia


DESCRIÇÃO: A Conferência de Berlim. Manifestações em Washington contra a guerra do Vietname. O surgimento do Conservatório Nacional. A invenção da lâmina de barbear descartável. William Herschel. D. Manuel II. Erwin Rommel. Georgia O'Keeffe. Duarte Pacheco. Os Jefferson Airplane cantam "Somebody to Love":

domingo, 14 de novembro de 2010

Sítios com história(s): a Via Nova - "GEIRA"


A Via Nova ou Via XVIII do Itinerário de Antonino, conhecida entre nós por Estrada da Geira, é uma estrada romana que ligava duas importantes cidades do Noroeste da Península Ibérica: Bracara Augusta, actual cidade de Braga, em Portugal, e a cidade de Asturica Augusta, hoje Astorga, em Espanha.
Esta Via romana ligava estas duas importantes cidades num trajecto de CCXV milhas, aproximadamente 318 km. Foi inaugurada, provavelmente, no final do século I d.C., por volta do ano 80, sob a égide de Tito e Domiciano.
A construção da Via Nova veio reforçar a rede viária romana, conferiu maior mobilidade aos exércitos, permitiu um reordenamento do território e possibilitou uma mais rápida transição de bens.

Características

O traçado da Via Nova liga o triângulo político-administrativo e viário estabelecido por Augusto, com vértices nas três cidades: Bracara Augusta, Lucus Augusti (Lugo) e Asturica Augusta.
A Geira saía de Bracara Augusta, passando pela que é hoje a zona do Areal, seguindo por Adaúfe, entrava no concelho de Amares com a travessia do Rio Cávado em Barca de Âncede, e seguia pelas localidade de Caires e Paredes Secas e, ao chegar ao Lugar de Santa Cruz, entrava no concelho de Terras de Bouro. Neste concelho, a Geira está muito bem conservada ao nível do seu traçado e dos seus vestígios arqueológicos. Em Terras de Bouro, a Geira percorre as freguesias de Souto, Balança, Chorense, Moimenta, Vilar, Chamoim, Carvalheira, Covide, Campo do Gerês e chega, por fim, à Portela do Homem, seguindo depois em território espanhol.

Arqueologia

Em Terras de Bouro, os vestígios arqueológicos são impressionantes: existem mais de 150 miliários, que assinalavam as milhas na Via e davam a conhecer, ao viajante, a distância até à cidade mais próxima. Além dos miliários, é possível vislumbrar vestígios das Pontes Romanas (sobre o Ribeiro da Maceira, Ribeira do Forno, Ribeiro de Monção e a Ponte de S. Miguel, sobre o Rio Homem, na que é hoje a Mata de Albergaria), calçadas com marcas de rodados, pedreiras de onde foram extraídos miliários e blocos de pedra para construir as pontes.

Aspeto atual da Ponte de S. Miguel
Por esta Via estar muito bem preservada, o Município de Terras de Bouro está a desenvolver, conjuntamente com dez outros parceiros, onde se incluem municípios, universidades e regiões de turismo, um projecto de recuperação e valorização da Via Nova. Espera-se que, após as diversas acções de recuperação, o processo de candidatura esteja totalmente instruído e, assim, seja possível classificar como Património Mundial da Humanidade este conjunto arqueológico inserido numa das mais belas paisagens europeias: o Parque Nacional da Peneda-Gerês.

O nome original da Via Nova (que pode ser lido em vários miliários que conservam esta inscrição) advém de já haver uma outra via que seguia também de Bracara Augusta para Asturica Augusta. Contudo o seu traçado era bastante diferente, seguindo por Aquae Flaviae (Chaves). Esta Via, com mais milhas do que a Geira, foi catalogada como Via XVII no Itinerário de Antonino.

Fonte: Wikipédia (com adaptações)

14 de novembro: as histórias (e a música) deste dia


DESCRIÇÃO: A Guerra Civil da Rússia. A Checoslováquia torna-se uma república. Espanha abandona o Sahra Ocidental. O comboio no canal da Mancha. Leonard Berstein e a Orquestra Filarmónica de Nova Iorque. Júlio Dinis. Claude Monet. Amadeo de Souza-Cardoso. Carlos de Mountbatten-Windsor. Cliff Richard canta "Living' Doll'".

Cliff Richard "Living Doll"
A
Got myself a cryin' talkin' sleepin' walkin' livin' doll
Got to do the best to please her just 'cause she's a living doll
Got a rovin' eye and that is why she satisfies my soul
A E7 A
Got the one and only walkin' talkin' livin' doll
D A
Take a look at her hair it's real if you don't believe what I say just feel
D E E7
Gonna' lock her up in a trunk so no big hunk can steal her away from me

sábado, 13 de novembro de 2010

(5) Ó sr. ministro, venha cá ver isto!...


Numa caminhada que fiz há dias pela Geira, reparei que, da milha XIV, na entrada do concelho de Terras de Bouro, em Santa Cruz, até à milha XXI, todos os painéis informativos estão, mais pedrada menos pedrada, vandalizados.
Os nossos antepassados "Búrios" foram, de entre os povos vizinhos de vias romanas, aqueles que melhor souberam preservar essas vias e o património que lhes está associado, como os marcos miliários. No presente, em que a escolaridade é obrigatória pelo menos nove anos, presumir-se-ia que houvesse mais civismo e formação cultural, porém, assim não é. Cada vez mais se assiste a atos de puro vandalismo, absolutamente gratuitos e vergonhosos!

O pedreiro que gravou este marco adaptou a numeração romana: escreveu XIIII e não XIV.

13 de novembro: as histórias (e a música) deste dia


DESCRIÇÃO: O desastre do Prestige. Os EUA assumem o controle de Cabul. Robert Louis, autor d'"A Ilha do Tesouro". Santo Agostinho. Siouxsie and the Banshees cantam "Metal Postcard".



sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Hoje, proponho este poema: "O Menino do Contra", de Luísa Ducla Soares

O Menino do Contra

O menino do contra
queria tudo ao contrário:
deitava os fatos na cama
e dormia no armário.

Das cascas dos ovos
fazia uma omelete;
para tomar banho
usava a retrete.

Andava, corria
de pernas para o ar;
se estava contente,
punha-se a chorar.

Molhava-se ao sol,
secava na chuva,
e em cada pé
usava uma luva.

Escrevia no lápis
com o papel,
achava salgado
o sabor a mel.

No dia dos anos
teve dois presentes:
um pente com velas
e um bolo com dentes.

Luísa Ducla Soares, Poemas da Mentira e da Verdade

12 de novembro: as histórias (e a música) deste dia


DESCRIÇÃO: O massacre de Santa Cruz, em Timor-Leste. Outro massacre, o de My Lai, no Vietname. Uma missão de busca na Antártida. O nascimento da World Wide Web. Auguste Rodin. Roland Barthes. Neil Young. Nadia Comaneci. Björk. Donovan canta "Mellow Yellow":



D G D A7 A Ab
I m just mad about Saffron, Saffons s mad about me.
G G7 A
I m just mad about Saffron, Saffons s mad about me.
A7 D G A7 D G
They call me Mellow Yellow, they call me Mellow Yellow,
A7 D G A7
They call me Mellow Yellow.

D G D A7 A Ab
I m just mad about Fourteen, Fourteen s mad about me.
G G7 A
I m just mad about Fourteen, she s just mad about me.
A7 D G A7 D G
They call me Mellow Yellow, they call me Mellow Yellow,
A7 D G A7
They call me Mellow Yellow

D G D A7 A Ab
Born high forever to fly, wind velocity nil.
G G7 A
Born high forever to fly, if you want your cup I will fill
A7 D G A7 D G
They call me Mellow Yellow, they call me Mellow Yellow,
A7 D G A7
They call me Mellow Yellow

D G D A7 A Ab
Electrical banana, is going to be a sudden grace,
G G7 A
Electrical banana is bound to be the very next phase.
A7 D G A7 D G
They call me Mellow Yellow They call me Mellow Yellow
A7 D G A7
They call me Mellow Yellow

D G D A7 A Ab
I m just mad about Saffron, Saffons s mad about me.
G G7 A
I m just mad about Saffron, Saffons s mad about me.
A7 D G A7 D G
They call me Mellow Yellow, they call me Mellow Yellow,
A7 D G A7
They call me Mellow Yellow.