sábado, 4 de dezembro de 2010

Evocando Francisco Sá Carneiro

"Desisti de procurar quem me compreenda; sei que é totalmente impossível!" - Sá Carneiro
Na noite de 4 de Dezembro de 1980, no momento da queda da aeronave que vitimou Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, estava eu no início da minha carreira docente, na Escola da Veiga, em Guimarães, colocado em mini-concurso, no ensino noturno, como professor-estudante (frequentando, durante o dia, o 5º ano do meu curso universitário), quando, no intervalo das aulas, ao entrar na sala de professores, uma colega se abeirou de mim e, com um ar que denunciava satisfação, disse: “o Sá Carneiro morreu. “
Fiquei chocado!...
Eu era um jovem que despertara para a vida política, como qualquer jovem da minha geração, devido ao 25 de Abril, e, por influência familiar, nomeadamente do meu tio Manuel Cracel, fui consolidando uma perspetiva social-democrata de sociedade, notoriamente entusiasmado pela figura de Sá Carneiro, tendo inclusivamente participado em comícios em que ele estivera presente, e do qual conseguira (vejam só) um autógrafo num boné laranjinha (que, entretanto, levou sumiço)!
Estranhamente, ou talvez não, nunca fui militante de qualquer partido ou organização política, embora a minha orientação político-partidária tenha recebido forte influência dos valores doutrinários que Francisco Sá Carneiro propunha, e que se tornaram nos princípios programáticos do PSD.
Hoje, porém, a política também já não é o que era!... As práticas de alguns dirigentes, ao longo destes 30 anos após Sá Carneiro, têm renegado, por vezes despudoradamente, aqueles valores e princípios!

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