sábado, 5 de fevereiro de 2011

"Coração de Algodão", de João Luís Dias, o poeta... da minha terra.

A mesa que presidiu à apresentação
Hoje, na apresentação do seu livro de poemas "Coração de Algodão", o João Luís proporcionou-me mais um fascinante momento de cultura, levando-me a mergulhar na alma da sua poesia!
O João tem vindo a construir-se um poeta profundo... do Amor e da Paixão.

Vários Exemplares
A grandeza de um poeta, de um "Poeta Maior" (como lhe chamou Pedro Barroso), avalia-se sempre pela vivência interior das suas construções com palavras. E, hoje, em Terras de Bouro, sentiu-se a poesia do João Luís, palavras construídas numa arquitetura de melodia e sentimento.

O Poeta, João Luís Dias
Creio que, naturalmente, caro João, já todos nos deixamos seduzir pela beleza das palavras que escreves e não pelo facto de seres tu a escrevê-las (entendes-me?);  tens já a maturidade de um poeta emancipado que cresceu nos encontros e desencontros das metáforas, da vida... do Amor.

Os artistas do dia, com o Trovador Pedro Barroso
Uma referência também ao trovador Pedro Barroso (que já aqui lembrei): sempre ENORME!
Maravilhado pela poesia do João Luís, Pedro Barroso privilegiou os presentes com o anúncio de que, no seu próximo album de canções, que se chamará "Itinerários da Paixão e da Revolta" (peço desculpa se cometo alguma inconfidência, mas não resisto a ser eu a anunciá-lo em primeira mão, a nível mundial), incluirá uma parceria poética com o João Luís, reconstruindo o poema "Noite", o último da edição hoje apresentada, que (conforme aqui é público) ficará assim:

In nominae

Dei comigo                     
ao vidro baço e lento da janela     
no palpebrar                  
cadente e moreno           
dos teus olhos                                
a noite é apenas noite                    
e o silêncio                     
mudo                                              
e apenas se ouve o sussurro
dos versos que te chamam…
em nome de tudo            
e de todos                                                    
os que ainda amam         

E o sorriso                      
foi dormir antes de mim               
querendo-me a cama                     
morna                                         
Se ausente te sei                            
mesmo que só um pouco              
todo eu parto de mim     
para regressar-te                            
aos meus braços             
louco                                   
até que acorde                 
de tudo o que sonhei      
nos beijos esquivos        
que me chamam                             
e me sinta poeta do sentir
eu que nada sei               
em nome de tudo e todos
os que ainda                                  
amam


Os parabéns à "Banda" da Calidum, que tão brilhantemente musicou e interpretou quatro poemas do João Luís.


A obra do João Luís Dias fala por si. Leia-a quem se quiser maravilhar.

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