sábado, 28 de maio de 2011

João Luís Dias no "Dia do Autor Português"

A minha escola comemorou, no dia 25 de Maio, p.p., o "Dia do Autor Português". Para o efeito, foi convidado o poeta da nossa Montanha, o João Luís Dias, cuja obra conta já com várias publicações, nomeadamente "Ecos de um Silêncio", de 1988; "Sonho em Hora de Ponta", de 1992; "Antes que o Tinteiro Entorne", crónicas, de 2003; "Um Poema, Uma Flor", de 2008; e o recente "Coração de Algodão", publicado em janeiro de 2011.
Pretendeu-se uma "cerimónia sem cerimónias", uma aula diferente, interativa, em que os alunos pudessem apreender que a arte e, nesta circunstância, a poesia - a arte da palavra - convive com cada um de nós, está nas vidas e nas relações entre as vidas, na natureza e na forma como cada um a vê, a ouve, a sente... e pressente, como diz o poeta da montanha.

Fui ao POEMAS E RECADOS e saquei estes vídeos, sem autorização prévia (pelo que te peço perdão, caro João):


A minha visível satisfação, além de assentar na musicalidade das palavras do João Luís e na pureza da voz da Cristiana, foi ter tido a oportunidade de fazer um dueto instrumental com o Pinho, que toca viola que se farta!


Orgulho-me dos meus alunos e da verdade deste momento!... Aqui não há encenações nem castings de seleção!...
Quando os convidei para este encontro com o poeta João Luís, todos se ofereceram para fazer a leitura de um poema, cientes de que não haveria tempo nem disponibilidade para ensaios e a recitação seria mesmo sem qualquer rede; por isso, estas leituras traduzem a perceção e a sensibilidade que cada um teve face a cada poema e não aquelas que o professor entendesse que deveriam ter. Só com experiências envolventes os alunos poderão conquistar a sua autonomia e espírito crítico perante o conhecimento, a arte e as palavras.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

"Fala do Homem Nascido", um poema de António Gedeão, cantado por Adriano Correia de Oliveira



Sol     Dó     Ré+ 

Sol                              Dó
Venho da terra assombrada,
                              Ré+
do ventre da minha mãe;
Sol                           Dó
não pretendo roubar nada
          Ré+              Sol
nem fazer mal a ninguém.
                                    Ré+
Só quero o que me é devido
Sol                      Lá+
por me trazerem aqui,
Sol                                 Dó
que eu nem sequer fui ouvido
       Ré+              Sol
no acto de que nasci.

Trago boca para comer
e olhos para desejar.
Com licença, quero passar,
tenho pressa de viver.
Com licença! Com licença!
Que a vida é água a correr.
Venho do fundo do tempo;
não tenho tempo a perder.

Minha barca aparelhada
solta o pano rumo ao norte;
meu desejo é passaporte
para a fronteira fechada.
Não há ventos que não prestem
nem marés que não convenham,
nem forças que me molestem,
correntes que me detenham.
Quero eu e a Natureza,
que a Natureza sou eu,
e as forças da natureza
nunca ninguém as venceu.

Com licença! Com licença!
Que a barca se faz ao mar.
Não há poder que me vença.
Mesmo morto hei-de passar.
Com licença! Com licença!
Com rumo à estrela polar.

Poema: António Gedeão
Música: José Niza
Interpretação: Adriano Correia de Oliveira

terça-feira, 24 de maio de 2011

domingo, 22 de maio de 2011

Um comício multicultural, não há dúvida!...

Ontem, para o comício do PS, em Évora...





...foram mobilizados, para fazer número, vários imigrantes asiáticos e africanos que, vivendo numa situação de profunda precariedade, são facilmente manipuláveis com um dia de refeições, como testemunhou à TV uma senhora moçambicana...
Trata-se de uma lamentável exploração da pobreza... ou isto também é um contributo para a autoestima dessas pessoas?!...


Nesse comício, diz Capoulas Santos:
- "Um PSD trauliteiro, intolerante e demagógico. Um PSD arrogante e malcriado... que teve até de exilar o seu ministro sombra das finanças no Brasil, porque cada vez que abria a boca, devido às suas grosserias e graçolas de mau gosto..."

De imediato, a "reprimenda" de José Sócrates:
- "Porque aqueles que passam uma pré-campanha e uma campanha a insultar os seus adversários, verdadeiramente não estão a insultar os seus adversários, estão a insultar o povo, estão a insultar a democracia portuguesa."

FINALMENTE, estou de acordo com José Sócrates! De facto, não têm feito outra coisa, senão insultar o povo e a sua inteligência, com mentiras e encenações de propaganda...
"Este espetáculo é absolutamente degradante!" - como gosta de dizer o próprio Sócrates.

"In memoriam" de Ademar Ferreira dos Santos

Esta página do abnoxio, o blogue do meu amigo Ademar Santos, ficou assim, suspensa, há um ano.


Ademar Ferreira dos Santos
Há cerca de dezoito anos, na então Escola C+S de Terras de Bouro, tive o privilégio de ter como colega, e amigo, o Ademar Santos. O seu empenhamento ético e profissional, a sua preocupação com o património e etnografia locais, o seu exemplo de permanente valorização das idiossincrasias sócio-culturais das comunidades, das famílias, dos alunos e de cada aluno, abriram-me novas perspetivas sobre o ensino e a educação e interrogaram-me, como ainda me interrogam, sobre o meu papel como docente e educador.
Com o Ademar partilhei experiências pedagógicas profundamente enriquecedoras! Recordo, sobretudo, a dinâmica criada com o jornal escolar “O Sinal de Terras de Bouro”, em que o Ademar era, pela sua experiência de jornalista, a alma mater deste projeto pedagógico multidisciplinar: os alunos do Curso de Economia e Administração geriam, com ele, a secção administrativa do jornal; os alunos do Curso de Jornalismo e Turismo coordenavam, comigo, a redação.
O Ademar era um daqueles homens que tocava, sempre, quem com ele se cruzasse! A ninguém era indiferente!
A grandeza do seu humanismo e a força do seu caráter, o seu sentido crítico, a sua extraordinária cultura, o seu exemplo de dedicação à causa da educação e do ensino, os seus poemas, a sua amizade… fazem(-me) imensa falta!

O Ademar sabia que se aproximava o fim...
Leiam os seus dois últimos "Improvisos":

domingo, 15 de maio de 2011

Aqui, há português (in)correto... (35)

Com residência aqui bem perto, eis um fantástico pacote de "Quatro em Um": RESIDENCIAL, RESTAURANTE TÍPICO, CAFÉ e ADEGA REGIONAL...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

STOP, Bin Laden... STOP!


Ironia do destino!... Os acontecimentos dos dois últimos dias contrapõem as duas personalidades que marcaram, em polos extremos, a passagem do milénio:
João Paulo II, mensageiro do Amor e da Paz;
Osama Bin-Laden, agente do ódio e do terror...

domingo, 1 de maio de 2011

Alguns pensamentos do Papa João Paulo II, beatificado esta manhã


- "Amar é o contrário de utilizar"
- "A máquina de lavar roupas fez mais pela mulher do que o feminismo."
- "O desemprego do homem deve ser tratado como tragédia e não como estatística económica"
- "Até que aqueles que ocupam postos de responsabilidade não aceitem questionar com valentia seu modo de administrar o poder e de tentar o bem-estar de seus povos, será difícil imaginar que se possa progredir verdadeiramente para a paz."
- "A paz exige quatro condições essenciais: verdade, justiça, amor e liberdade."
- "Não há paz sem justiça, não há justiça sem perdão."
- "Não haverá paz na terra enquanto perdurarem as opressões dos povos, as injustiças e os desequilíbrios económicos que ainda existem."
- "Os crentes de todas as religiões, juntos com os homens de boa vontade, abandonando qualquer forma de intolerância e discriminação, estão convocados a construir a paz."
- "Se nos afastamos de Deus, quem nos garante que um dia um poder humano não reivindique de novo o direito de decidir que vida humana vale e qual não vale?"
- "Quando o homem se põe como medida de todas as coisas, converte-se em escravo de sua própria finitude."
- "A família é base da sociedade e o lugar onde as pessoas aprendem pela primeira vez os valores que as guiam durante toda sua vida."