sexta-feira, 3 de julho de 2015

De ASTORGA até COMPOSTELA... pelo Caminho Francês de Santiago

De tantas vezes ouvir dizer “daqui até Astorga”, "de Bracara Augusta até Asturica Augusta”, ou ainda, "entra em Espanha na Portela do Homem e vai até Astorga", resolvi agora fazer desta cidade de Castilla y León não o local do destino, mas o ponto da partida. Assim, na companhia (como também AQUI acontecera) do Óscar Rodrigues, resolvi pedalar desde Astorga até Compostela, seguindo o Caminho Francês de Santiago.
De difícil logística, pois levar as bicicletas no comboio até Astorga não foi tarefa fácil, lá conseguimos dar as primeiras pedaladas, rumo a Santiago, às 8 horas (hora espanhola), do passado dia 28 de junho.
O itinerário em território de Castilla y León é bastante acidentado, com duas subidas que exigem bastante preparação, principalmente a subida a O Cebreiro, povoado muito bonito, de origem celta, e onde termina a província de Castilla y León e inicia a da Galiza.
Uff!... Suei as estopinhas!... Mas “quem quer passar além do Bojador tem que passar além da dor”.
A todos quantos fizeram este troço ouvi dizer que é dos mais bonitos troços do Caminho Francês, que lá do alto se veem paisagens maravilhosas, sim, é verdade, mas um terrabourense como eu, razoável conhecedor da Serra do Gerês, reconhece, claro, que isto é bonito, sim senhor, tem a sua beleza, mas… quem já galgou pela Encosta do Sol aos Carris e ao Pico da Nevosa, quem do Borrageiro contemplou a Roca Negra e a Rocalva, quem se refrescou nos Prados do Conho e da Teixeira, quem trepou ao Cutelo de Pias e se banhou no Poço Azul ou na Ribeira Dola... é caso para dizer: “isto é que é lindo?"
De Sarria até Santiago (troço que eu já conhecia e que AQUI mostrei), o Caminho faz-se com relativa facilidade, mesmo as subidas mais íngremes acontecem, as mais das vezes, sob bosques frondosos, de sombras reconfortantes.
Já o ano passado, quando fiz, a pé, os últimos 111 kms deste Caminho, fiquei impressionado com o número e diversidade pátria de peregrinos. Agora, além de italianos, espanhóis, brasileiros, portugueses (encontramos apenas três), o que mais me impressionou foi a presença de orientais, sobretudo sul-coreanos. Eles eram aos grandes grupos, grupos pequenos, aos pares, sozinhos!... Muitos, mesmo!...
Sendo impossível transmitir todo o gozo que uma experiência como esta nos proporciona, deixo-vos um vídeo muito mal-amanhado, pois não havia tempo para parar e fixar a minha Olympus, mas que vos poderá dar uma leve ideia de mais uma fantástica aventura pelos Caminhos de Santiago.

2 comentários:

  1. Força companheiro. Abraço.

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  2. Vi de um fôlego, não só as imagens que nos trouxeste, mas todas as demais que guardastes para vós. É-me cada vez maior o apetite por todo o caminho francês. Talvez um dia destes...

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