Filho de António Passos Coelho (Vila Real, Vale de Nogueiras, 31 de Maio de 1926), médico, e de sua mulher (casados em 1955) Maria Rodrigues Santos Mamede (Ourique, Santana da Serra, c. 1930), cresceu com a irmã Maria Teresa e o irmão entre Silva Porto e Luanda, em Angola, onde o pai exercia medicina. Regressou a Portugal após o 25 de Abril de 1974, tendo ido viver com a família para Vale de Nogueiras, concelho de Vila Real, donde o seu pai é originário. Concluiu o ensino secundário na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, no mesmo concelho. http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Passos_Coelho
Maria da Assunção Andrade Esteves
(Valpaços, Vila Real, 15 de outubro de 1956) é uma política portuguesa, é actualmente a Presidente da Assembleia da República, foi membro do Parlamento Europeu eleita pelo Partido Social Democrata http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_da_Assun%C3%A7%C3%A3o_Esteves
Num tempo em que se fala de reorganização administrativa, da fusão de juntas de freguesia e, até, da extinção de alguns municípios, a escola padre Martins Capela, por iniciativa do grupo disciplinar de história, promoveu um fim de semana repleto de atividades que envolveram os terrabourenses numa autêntica atmosfera quinhentista, a lembrar a História e a especificidade destas terras de Boyro que os Reis de Portugal reconheceram como importantíssimas na defesa da "Portela d'Home", da integridade territorial e independência nacional.
Que não nos venham, agora, políticos do fast-food e do descartável, desenraizados de tudo o que é testemunho e fundamento histórico, tentar impor-nos quaisquer modelos de municipalismo meramente economicista!...
Ontem, sábado, por módicos 10,00 reis, foi servido a mais de uma centena de comensais, com indumentária a rigor, um jantar quinhentista:
Hoje, o cortejo, a leitura da Carta de Foral e a feira medieval, no Largo do Município (fotos seguintes do ábum do prof. Aurélio Rui Gonçalves):
"Cada dia sem gozo não foi teu
Foi só durares nele.
Quanto vivas,
Sem que o gozes, não vives.
Não pesa que amas, bebas ou sorrias:
Basta o reflexo do sol ido na água
De um charco, se te é grato.
Feliz o a quem, por ter em coisas mínimas
Seu prazer posto, nenhum dia nega
A natural ventura!"
Ricardo Reis
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"Pensar incomoda como andar à chuva"
"Pensar é estar doente dos olhos"
"...
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido..."
Alberto Caeiro
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"...
Depois de escrever, leio...
Porque escrevi isto?
Onde fui buscar isto?
De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu...
Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta
Com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?..."
A minha escola comemorou, no dia 25 de Maio, p.p., o "Dia do Autor Português". Para o efeito, foi convidado o poeta da nossa Montanha, o João Luís Dias, cuja obra conta já com várias publicações, nomeadamente "Ecos de um Silêncio", de 1988; "Sonho em Hora de Ponta", de 1992; "Antes que o Tinteiro Entorne", crónicas, de 2003; "Um Poema, Uma Flor", de 2008; e o recente "Coração de Algodão", publicado em janeiro de 2011.
Pretendeu-se uma "cerimónia sem cerimónias", uma aula diferente, interativa, em que os alunos pudessem apreender que a arte e, nesta circunstância, a poesia - a arte da palavra - convive com cada um de nós, está nas vidas e nas relações entre as vidas, na natureza e na forma como cada um a vê, a ouve, a sente... e pressente, como diz o poeta da montanha.
Fui ao POEMAS E RECADOS e saquei estes vídeos, sem autorização prévia (pelo que te peço perdão, caro João):
A minha visível satisfação, além de assentar na musicalidade das palavras do João Luís e na pureza da voz da Cristiana, foi ter tido a oportunidade de fazer um dueto instrumental com o Pinho, que toca viola que se farta!
Orgulho-me dos meus alunos e da verdade deste momento!... Aqui não há encenações nem castings de seleção!...
Quando os convidei para este encontro com o poeta João Luís, todos se ofereceram para fazer a leitura de um poema, cientes de que não haveria tempo nem disponibilidade para ensaios e a recitação seria mesmo sem qualquer rede; por isso, estas leituras traduzem a perceção e a sensibilidade que cada um teve face a cada poema e não aquelas que o professor entendesse que deveriam ter. Só com experiências envolventes os alunos poderão conquistar a sua autonomia e espírito crítico perante o conhecimento, a arte e as palavras.
Sol Dó
Venho da terra assombrada, Ré+
do ventre da minha mãe; Sol Dó
não pretendo roubar nada Ré+ Sol
nem fazer mal a ninguém. Ré+
Só quero o que me é devido Sol Lá+
por me trazerem aqui, Sol Dó
que eu nem sequer fui ouvido Ré+ Sol
no acto de que nasci.
Trago boca para comer
e olhos para desejar.
Com licença, quero passar,
tenho pressa de viver.
Com licença! Com licença!
Que a vida é água a correr.
Venho do fundo do tempo;
não tenho tempo a perder.
Minha barca aparelhada
solta o pano rumo ao norte;
meu desejo é passaporte
para a fronteira fechada.
Não há ventos que não prestem
nem marés que não convenham,
nem forças que me molestem,
correntes que me detenham.
Quero eu e a Natureza,
que a Natureza sou eu,
e as forças da natureza
nunca ninguém as venceu.
Com licença! Com licença!
Que a barca se faz ao mar.
Não há poder que me vença.
Mesmo morto hei-de passar.
Com licença! Com licença!
Com rumo à estrela polar.
Poema: António Gedeão Música: José Niza Interpretação: Adriano Correia de Oliveira
...foram mobilizados, para fazer número, vários imigrantes asiáticos e africanos que, vivendo numa situação de profunda precariedade, são facilmente manipuláveis com um dia de refeições, como testemunhou à TV uma senhora moçambicana...
Trata-se de uma lamentável exploração da pobreza... ou isto também é um contributo para a autoestima dessas pessoas?!...
Nesse comício, diz Capoulas Santos:
- "Um PSD trauliteiro, intolerante e demagógico. Um PSD arrogante e malcriado... que teve até de exilar o seu ministro sombra das finanças no Brasil, porque cada vez que abria a boca, devido às suas grosserias e graçolas de mau gosto..."
De imediato, a "reprimenda" de José Sócrates:
- "Porque aqueles que passam uma pré-campanha e uma campanha a insultar os seus adversários, verdadeiramente não estão a insultar os seus adversários, estão a insultar o povo, estão a insultar a democracia portuguesa."
FINALMENTE, estou de acordo com José Sócrates! De facto, não têm feito outra coisa, senão insultar o povo e a sua inteligência, com mentiras e encenações de propaganda... "Este espetáculo é absolutamente degradante!" - como gosta de dizer o próprio Sócrates.
Esta página doabnoxio, o blogue do meu amigo Ademar Santos, ficou assim, suspensa, há um ano.
Ademar Ferreira dos Santos
Há cerca de dezoito anos, na então Escola C+S de Terras de Bouro, tive o privilégio de ter como colega, e amigo, o Ademar Santos. O seu empenhamento ético e profissional, a sua preocupação com o património e etnografia locais, o seu exemplo de permanente valorização das idiossincrasias sócio-culturais das comunidades, das famílias, dos alunos e de cada aluno, abriram-me novas perspetivas sobre o ensino e a educação e interrogaram-me, como ainda me interrogam, sobre o meu papel como docente e educador.
Com o Ademar partilhei experiências pedagógicas profundamente enriquecedoras! Recordo, sobretudo, a dinâmica criada com o jornal escolar “O Sinal de Terras de Bouro”, em que o Ademar era, pela sua experiência de jornalista, a alma mater deste projeto pedagógico multidisciplinar: os alunos do Curso de Economia e Administração geriam, com ele, a secção administrativa do jornal; os alunos do Curso de Jornalismo e Turismo coordenavam, comigo, a redação.
O Ademar era um daqueles homens que tocava, sempre, quem com ele se cruzasse! A ninguém era indiferente!
A grandeza do seu humanismo e a força do seu caráter, o seu sentido crítico, a sua extraordinária cultura, o seu exemplo de dedicação à causa da educação e do ensino, os seus poemas, a sua amizade… fazem(-me) imensa falta!
O Ademar sabia que se aproximava o fim...
Leiam os seus dois últimos "Improvisos":
Ironia do destino!... Os acontecimentos dos dois últimos dias contrapõem as duas personalidades que marcaram, em polos extremos, a passagem do milénio:
- "A máquina de lavar roupas fez mais pela mulher do que o feminismo."
- "O desemprego do homem deve ser tratado como tragédia e não como estatística económica"
- "Até que aqueles que ocupam postos de responsabilidade não aceitem questionar com valentia seu modo de administrar o poder e de tentar o bem-estar de seus povos, será difícil imaginar que se possa progredir verdadeiramente para a paz."
- "A paz exige quatro condições essenciais: verdade, justiça, amor e liberdade."
- "Não há paz sem justiça, não há justiça sem perdão."
- "Não haverá paz na terra enquanto perdurarem as opressões dos povos, as injustiças e os desequilíbrios económicos que ainda existem."
- "Os crentes de todas as religiões, juntos com os homens de boa vontade, abandonando qualquer forma de intolerância e discriminação, estão convocados a construir a paz."
- "Se nos afastamos de Deus, quem nos garante que um dia um poder humano não reivindique de novo o direito de decidir que vida humana vale e qual não vale?"
- "Quando o homem se põe como medida de todas as coisas, converte-se em escravo de sua própria finitude."
- "A família é base da sociedade e o lugar onde as pessoas aprendem pela primeira vez os valores que as guiam durante toda sua vida."
Ia eu pelo concelho de Caminha
quando vi sentada ao sol uma velhinha
curioso, uma conversa entabulei
como se diz nuns romances que eu cá sei
Chamo-me Adozinha, disse, e tenho já
os meus 84 anos, feitos há
mês e meio, se a memória não me falha
mas inda vou durar uns anos, Deus me valha
Com esta da austeridade, meu senhor
nem sequer dá para ir desta pra melhor
os funerais estão por um preço do outro mundo
dá pra desistir de ser um moribundo
Rabugenta, eu? Não senhor
eu hei-de ir desta pra melhor
mas falo pelos que eu cá deixo
não é por mim que eu me queixo
Ó Felisbela, ó Felismina
ó Adelaide, ó Amelinha
ó Maria Berta, ó Zulmirinha
vamos cantar o coro das velhas?
Cá se vai andando c'o a cabeça entre as orelhas
Não sei ler nem escrever mas não me ralo
alguns há que até a caneta lhes faz calo
é só assinar despachos e decretos
p'ra nos dar a ler a nós, analfabetos
E saúde, eu tenho p'ra dar e vender
não preciso de um ministro para ter
tudo o que ele anda a ver se me pode dar
pode ir ele p'ró hospital em meu lugar
E quanto a apertar o cinto, sinto muito
Filosofem os que sabem lá do assunto
Mas com esta cinturinha tão delgada
Inda posso ser de muitos namorada
Rabugenta, eu? Não senhor
eu hei-de ir desta pra melhor
mas falo pelos que eu cá deixo
não é por mim que eu me queixo
Ó Felisbela, ó Felismina
ó Adelaide, ó Amelinha
ó Maria Berta, ó Zulmirinha
vamos cantar o coro das velhas?
Cá se vai andando c'o a cabeça entre as orelhas
E se a morte mafarrica, mesmo assim
me apartar das outras velhas, logo a mim
digo ao diabo, não te temo, ó camafeu
conheci piores infernos do que o teu
Rabugenta, eu? Não senhor
eu hei-de ir desta pra melhor
mas falo pelos que eu cá deixo
não é por mim que eu me queixo
Ó Felisbela, ó Felismina
ó Adelaide, ó Amelinha
ó Maria Berta, ó Zulmirinha
vamos cantar o coro das velhas?
24 de Abr de 2011# publicado Domingo, Abril 24, 2011 por O Impertinente
"17-12-2008
O ministro das Finanças (MF) diz que o défice em 2009 será de 3% do PIB e não 2,2% . 05-02-2009 É aprovado pelo PS o Orçamento suplementar com uma previsão 3,9% do défice. 21-04-2009 O MF diz que «a despesa está perfeitamente controlada» e que o défice se mantém (3,9%) 15-05-2009 O MF diz que o défice será 5,9% em vez de 3,9% 04-07-2009 O MF mantém que o défice será 5,9%. 22-07-2009 José Sócrates diz que «está para nascer um primeiro-ministro que faça melhor no défice do que eu». 09-10-2009 O MF mantém a previsão de 5,9%. 03-11-2009 A CE anuncia uma previsão de 8% e o MF admite a revisão da estimativa anterior (5,9%). 24-11-2009 Défice do Estado dispara para 8,4% do PIB em 2009, em resultado do orçamento rectificativo redistributivo apresentado à AR. 12-01-2010 O ministro admitiu que o défice de 2009 será superior a 8% do PIB. 26-01-2010 Responsáveis do PSD, que tiveram com o Governo negociações sobre o OE, garantiam que o défice iria passar de um valor próximo de 8,7 por cento em 2009. 27-01-2010 Teixeira dos Santos revelou ... que o défice de 2009 atingiu o valor histórico de 9,3% do PIB. 01-02-2010 «Decidimos aumentar o nosso défice não por descontrolo, mas para ajudar a economia, as empresas e as famílias», disse José Sócrates, sem explicar porque não tinha o governo sido capaz de antecipar o défice que resultou das suas decisões, nem como tendo as ajudas sido de menos de 2% do PIB causam um aumento do défice de 2,2% para 9,3%. 27-10-2010 «Sim, sou inflexível. O défice de 2011 tem de ser 4,6%» disse Teixeira dos Santos justificando a ruptura da negociação do OE 2010 com o PSD. 31-03-2011 Em consequência da inclusão no perímetro do OE dos défices das empresas públicas que cobrem os custos com menos de 50% de receitas próprias, segundo os critérios do Eurostat desde há vários anos não cumpridos pelo governo socrático, o INE corrigiu os défices de vários anos: 2009 - 10,0% 2010 - 8,6% 23-04-2011 «Défice de 2010 revisto em alta para 9,1 por cento do PIB» Recorde-se que o défice de 2010 ainda recentemente tinha sido milagrosamente reduzido de 7,3% para 6,9%.
Surpreendido? Só se não é um dos pouquíssimos frequentadores regulares do (Im)pertinências, onde pode ser encontrada uma lista de aldrabices contabilísticas, vasta mas longe, muito longe, de ser exaustiva. Tudo isto é um grande insulto à inteligência e, lamentavelmente, sou forçado a reconhecer que o terço dos portugueses, segundo as sondagens, ainda com opinião positiva do primeiro-ministro, ou gostam de ser insultados ou não são inteligentes."
Já aqui , aqui e aqui, eu intervim a propósito de erros nas legendas e rodapés na RTP; outrosintervieram no mesmo sentido. Há dias, Torres Couto interveio num debate televisivo sobre a ajuda externa e disse "que conciliação é possível se Cavaco Silva intervier"...
Em cima: Raúl Araújo (dir), Pereira Alves (Dir), Manuel Cracel (Dir), Isaac (Cap), José Manuel Cracel, João Correia (Roupeiro), Aquilino Pereira, Carlos Pereira, Jorge Maia, António Amaro, Silvestre, Jerónimo Souto (Dir), Diamantino Viana (Dir)
Em baixo: Júlio Cunha (Dir), Carlos Dantas, Porfírio, Manuel Antunes, M. Cracel, José Vieira Martins, António Sousa (Vicente), Manuel da Patrocínia, Abílio (Yazalde), Manuel Melo (Dir).
Em cima: Rolando, Flor, Casimiro, Adelino Cunha, Zé Bacharel, Manuel Quinta e ?
Em baixo: Manuel Janela, Júlio Viana, Correia, Diamantino Viana e ?
Comparando esta foto com estoutra, o plantel sofreu apenas duas substituições: entraram Casimiro e o jogador que está em baixo à direita (que não consegui identificar), e sairam Adelino Leite e António Machado.
Também o "diretor-técnico" foi substituído por alguém que, aqui, não identifico.
Não sou analista, muito menos adivinho, mas aposto que:
- ganhando o PSD, será feita coligação com o CDS;
- ganhando o PS, haverá acordo com o CDS.
A ver vamos...
Até parece que nos queria dar um chocolate, coitadinho, e os outros, maus, não lhe permitiram esse miminho!...
Ora, com o PEC 4:
Sócrates continuava... e a economia apontaria para uma queda de 0,9 % do PIB. Sócrates continuava... e a taxa de desemprego passaria de 10,8 para 11,2. Sócrates continuava... e seriam congeladas as pensões. Sócrates continuava... e o salário mínimo não seria aumentado. Sócrates continuava... e as deduções fiscais seriam penalizadas. Sócrates continuava... e seriam revistas as listas anexas ao Código do IVA. Sócrates continuava... e continuariam a roubar-nos no salário. Sócrates continuava... e os créditos à habitação perderiam os benefícios fiscais. Sócrates continuava... e haveria um corte das pensões acima dos 1500 euros. Sócrates continuava... e mais de 400 escolas seriam fechadas. Sócrates continuava... e algumas urgências seriam encerradas. Sócrates continuava... e seria revista a rede de tribunais. Sócrates continuava... e serviços públicos de transporte seriam anulados. Sócrates continuava... e precisaríamos de um PEC 5. Sócrates continuava... e viria o FMI.
Então, já que teremos que gramar com estas medidas e com o FMI, com ou sem Sócrates e por causa de Sócrates, que já aplicou e falhou o PEC 1, o PEC 2 e o PEC 3, ao menos não sejamos continuamente iludidos e enganados! Já há muito que eu digo: Voz ao Povo!
Quando despertos para o amor, os cinco sentidos (como aqui diz Almeida Garrett) fazem-nos delirar ou mesmo morrer... de tanto gozo! Imagine o que um sexto sentido nos proporciona!...
Vejam só: José Sócrates considera que as "políticas de modernidade" que são verdadeiras "políticas de futuro" em "defesa dos jovens" são a legalização do aborto, a paridade na política, a facilidade do divórcio e o casamento entre homossexuais.
A juventude portuguesa tem, então, o problema resolvido e o futuro garantido... Para quê estes "sobressaltos cívicos"?!
Em cima: Manuel Cracel (meu tio, assessor técnico), Augusto Inácio, Tero, António Ferramenta, Faísca, ?, Mesquita (g-r)
Em baixo: Júlio Cunha, ?, Zé Gago, Adolfo Leite, ?
Naquela altura, não havia chuteiras, muito menos de marca. Não era como agora em que alguns meninos mimados mal sabem pôr o pé numa bola, mas estão preocupados com a marca do equipamento e dos ténis que usam. Reparem no guarda-redes, o meu amigo Mesquita, com as chuteiras que sua mãe lhe deu quando nasceu!... Homens de outra têmpera, que não de hoje!
Repito: este "share ou não share"-TGV, do Paco Bandeira, a canção "Que parva que eu sou", dos Deolinda, e a recentíssima vitória festivaleira de "A Luta é Alegria", dos Homens da Luta (post anterior), são, entre outros, três sinais claros de um fervilhar de revolta popular, prenunciadores de uma cada vez mais provável explosão do caldeirão... A ver vamos!
Viva Portugal do "deixa andar"
Viva o futebol cada vez mais
Viva a liberdade,
Viva a impunidade
Dos aldrabões, quejandos e que tais
Viva o tribunal, viva o juíz
E paga o justo pelo pecador
Viva a incompetência,
Viva a arrogância
Viva Portugal no seu melhor
Viva a notícia
Da chafúrdia social
De que o povo tanto gosta
O espectáculo da devassa
Viva o delator sem fuça
- É a morte do artista!
Viva a "petineira" do show-off
Dos apresentadores de televisão
Viva a voz do tacho
De quem vem de baixo
Do chefe, do ministro, do patrão
E viva a vilanagem financeira
A licenciatura virtual
Viva a corretagem
Viva a roubalheira
Viva a edição do "Tal & Qual"
Viva a notícia...
E viva a inveja nacional Viva o fausto, viva a exibição A dívida calada Que hoje não se paga Mas amanhã os outros pagarão
Viva a moda, viva o carnaval Ó larilas, ó larilolé Viva a tatuagem O brinco à "bedolagem" Que vai na internet e na tv
Viva a notícia...
Calem-se o Cravinho e o Bastonário O Medina, o Neto e sempre o Zé Viva o foguetório O conto do vigário Que dá p'ra aeroporto e tgv
Viva o mundo da publicidade "Share" ou não "share": eis a questão O esperto da sondagem O assessor de imagem Viva o fazedor de opinião
Uma canção de protesto, ao estilo de outros tempos, com uma votação também de protesto. Foi o povo, pá! Isto é mais um claro sinal dos tempos, camaradas!
"O último lugar ninguém nos tira, mas isso que importa, camaradas? O que importa, camaradas, pá, é a alegria do povo, pá!"
Concordo, camaradas, o que verdadeiramente importa é a alegria, pá, "a canção é uma arma", pá, viva a alegria na luta, camaradas!...
Por vezes dás contigo desanimado
Por vezes dás contigo a desconfiar
Por vezes dás contigo sobressaltado
Por vezes dás contigo a desesperar
De noite ou de dia
A luta é alegria
De um povo a dança é na rua a gritar
De pouco vale o cinto sempre apertado
De pouco vale andar a lamuriar
De pouco vale o ar sempre carregado
De pouco vale a raiva p'ra te ajudar
De noite ou de dia A luta é alegria De um povo a dança é na rua a gritar
E traz o pão e traz o queijo e traz o vinho
E vem o velho e vem o novo e o menino (bis)
Vem celebrar esta situação
E vamos cantar contra a reação (bis)
Não falta quem te avise: "vai com cuidado!"
Não falta quem te queira mandar calar
Não falta quem te deixe ressabiado
Não falta quem te venda o próprio ar
De noite ou de dia A luta é alegria De um povo a dança é na rua a gritar
E traz o pão e traz o queijo e traz o vinho E vem o velho e vem o novo e o menino (bis) Vem celebrar esta situação E vamos cantar contra a reação (bis)
O Desfile de Carnaval das Escolas e Jardins de Infância de Terras de Bouro, cuja edição deste ano se realizou hoje, é já um acontecimento com tradição para as crianças, jovens e suas famílias. Partindo da Escola P.e Martins Capela, o cortejo carnavalesco percorreu as ruas centrais da Vila e acabou na Praça de Espetáculos, onde houve animadas exibições de dança, ao ritmo frenético do Samba. Este ano, as Escolas e Jardins de Infância do Vale do Cávado também se associaram ao cortejo, o que o tornou ainda mais criativo, variado e participado. Os Centros de Dia e Lares de Idosos também não se quiseram alhear desta grande manifestação de cor, juventude e boa disposição.