De tantas vezes ouvir dizer “daqui até Astorga”, "de Bracara Augusta até Asturica Augusta”, ou ainda, "entra em Espanha na Portela do Homem e vai até Astorga", resolvi agora fazer desta cidade de Castilla y León não o local do destino, mas o ponto da partida. Assim, na companhia (como também AQUI acontecera) do Óscar Rodrigues, resolvi pedalar desde Astorga até Compostela, seguindo o Caminho Francês de Santiago.
De difícil logística, pois levar as bicicletas no comboio até Astorga não foi tarefa fácil, lá conseguimos dar as primeiras pedaladas, rumo a Santiago, às 8 horas (hora espanhola), do passado dia 28 de junho.
O itinerário em território de Castilla y León é bastante acidentado, com duas subidas que exigem bastante preparação, principalmente a subida a O Cebreiro, povoado muito bonito, de origem celta, e onde termina a província de Castilla y León e inicia a da Galiza.
O itinerário em território de Castilla y León é bastante acidentado, com duas subidas que exigem bastante preparação, principalmente a subida a O Cebreiro, povoado muito bonito, de origem celta, e onde termina a província de Castilla y León e inicia a da Galiza.
Uff!... Suei as estopinhas!... Mas “quem quer passar além do Bojador tem que passar além da dor”.
A todos quantos fizeram este troço ouvi dizer que é dos mais bonitos troços do Caminho Francês, que lá do alto se veem paisagens maravilhosas, sim, é verdade, mas um terrabourense como eu, razoável conhecedor da Serra do Gerês, reconhece, claro, que isto é bonito, sim senhor, tem a sua beleza, mas… quem já galgou pela Encosta do Sol aos Carris e ao Pico da Nevosa, quem do Borrageiro contemplou a Roca Negra e a Rocalva, quem se refrescou nos Prados do Conho e da Teixeira, quem trepou ao Cutelo de Pias e se banhou no Poço Azul ou na Ribeira Dola... é caso para dizer: “isto é que é lindo?"
De Sarria até Santiago (troço que eu já conhecia e que AQUI mostrei), o Caminho faz-se com relativa facilidade, mesmo as subidas mais íngremes acontecem, as mais das vezes, sob bosques frondosos, de sombras reconfortantes.
A todos quantos fizeram este troço ouvi dizer que é dos mais bonitos troços do Caminho Francês, que lá do alto se veem paisagens maravilhosas, sim, é verdade, mas um terrabourense como eu, razoável conhecedor da Serra do Gerês, reconhece, claro, que isto é bonito, sim senhor, tem a sua beleza, mas… quem já galgou pela Encosta do Sol aos Carris e ao Pico da Nevosa, quem do Borrageiro contemplou a Roca Negra e a Rocalva, quem se refrescou nos Prados do Conho e da Teixeira, quem trepou ao Cutelo de Pias e se banhou no Poço Azul ou na Ribeira Dola... é caso para dizer: “isto é que é lindo?"
De Sarria até Santiago (troço que eu já conhecia e que AQUI mostrei), o Caminho faz-se com relativa facilidade, mesmo as subidas mais íngremes acontecem, as mais das vezes, sob bosques frondosos, de sombras reconfortantes.
Já o ano passado, quando fiz, a pé, os últimos 111 kms deste Caminho, fiquei impressionado com o número e diversidade pátria de peregrinos. Agora, além de italianos, espanhóis, brasileiros, portugueses (encontramos apenas três), o que mais me impressionou foi a presença de orientais, sobretudo sul-coreanos. Eles eram aos grandes grupos, grupos pequenos, aos pares, sozinhos!... Muitos, mesmo!...
Sendo impossível transmitir todo o gozo que uma experiência como esta nos proporciona, deixo-vos um vídeo muito mal-amanhado, pois não havia tempo para parar e fixar a minha Olympus, mas que vos poderá dar uma leve ideia de mais uma fantástica aventura pelos Caminhos de Santiago.