Dedicada ao meu irmão Filipe, à Vanuza e à Filipinha (beijinhos do "paínho"),
pelo seu menino d'ouro que hoje nasceu.
"Menino d'Ouro", de Zeca Afonso
Pelo Grupo "De Outra Margem"
pelo seu menino d'ouro que hoje nasceu.
"Menino d'Ouro", de Zeca Afonso
Pelo Grupo "De Outra Margem"
Que soberba interpretação!...
O Abílio Santos (Bilão) é uma daquelas pessoas que se cruzam connosco e jamais se esquecem, tem uma alma do tamanho do mundo, uma inteligência e uma cultura fora do comum. Tive o privilégio de conviver com ele, no ano letivo de 1985/86, em Montalegre. Já então tocava cavaquinho e braguesa que era um assombro! Ainda tenho o cavaquinho que ele me ajudou a comprar ao famoso "artesão" Domingos Machado, de Tebosa - agora é a minha filha Isabel Cristina que o toca nas "Mondeguinas", Tuna Feminina da Universidade de Coimbra.
Aquelas noites frias de "entre Gralhas e Meixedo, Padornelos e Padroso", junto a uma grande lareira (no Barroso é tudo em grande), com presunto, chouriço e maduro da melhor escolha... violas, cavaquinhos e gargantas afinadas: são das noites que recordo com mais saudade!
Eu e o Bilão cantávamos muitas vezes, "a capella", estas duas cantigas:
"FIM - Quando eu morrer", poema de Mário de Sá Carneiro, pelo grupo "Trovante"
(que já aqui postei na 6ª feira, p.p.)
"Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro."
"Eu hei-de amar uma pedra", canção popular alentejana, interpretada por Vitorino e Janita Salomé.
"Eu hei-de amar uma pedra
deixar o teu coração
uma pedra sempre é mais firme
tu és falsa e sem razão
Tu és falsa e sem razão
eu hei-de amar uma pedra
eu hei-de amar uma pedra
deixar o teu coração
Quando eu estava de abalada
meu amor para te ver
armou-se uma trovada
mais tarde deu em chover
Mais tarde deu em chover
sem fazer frio nem nada
meu amor para te ver
quando eu estava de abalada"
Mais uma atuação do grupo "De Outra Margem"... em que o cavaquinho do Bilão até fala!
Toco, e muito bem diga-se de passagem! :)
ResponderEliminarbeijo papá