sábado, 30 de outubro de 2010

Finalmente, um acordo com registo para a posteridade!


Antes de qualquer comentário, uma constatação: José Sócrates ainda não deu a cara. A máquina do marketing político ter-lhe-á recomendado que se afastasse, tê-lo-á convencido de que a imagem (e ele vive sobretudo da imagem) de um governante com perfil infalível e determinado sairá menorizada deste acordo: um homem com um rumo tão definido, firme e inflexível, não faz cedências desta natureza... Há dias que não o vejo, nem nas televisões, nem nos jornais. A última vez que o vi, sorridente e defensor dos interesses pátrios, foi ao lado de Hugo Chávez...


Para mim, no entanto, este acordo não passou de um espetáculo para português ver, semelhante a uma rixa entre noivos que já têm o casamento combinado, mas que ainda não decidiram qual a quinta para a boda...
Já há muito que eu desconfiei (veja este post) que a decisão final do PSD seria a abstenção. Repito: lamentavelmente. A decisão patriótica não é estender a mão e dar oportunidade a quem, de forma tão despudorada, usou todas as oportunidades para iludir e enganar os portugueses, falseando a verdade e promovendo o não-trabalho; postura patriótica é fazer com que quem nos desgoverna há, pelo menos, cinco anos consecutivos, caia pelo seu próprio desequilíbrio. Os deuses do "MERCADO", que tanta aflição provocam aos financeiros, que venham para as fábricas, para os campos, para as oficinas, para os hospitais, para as escolas... que, de certeza, produzirão mais riqueza para o país e mais fácil e justamente se reduzirá o défice.

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