terça-feira, 26 de outubro de 2010

Elucubrações... pretensamente poéticas: rio

a fonte do teu brotar
não é gota delicada
(como diz o poeta)
mas um lameiro sedento
de se libertar pela serra
rasgando o chão granítico
do trilho do destino 

enfrentas os muros
que te barram o caminho
avolumando a ânsia
de prosseguir
(inchado,
disfarças jazer
na paz de um charco
de memórias afogadas!...)
e renasces logo adiante
sob as fragas
com o ímpeto renovado 

e retomas
- arroio insubmisso -
a raiz do teu pulsar:
Homem determinado
pelo fim comunitário
de ser mar  

macviana
26.10.10

1 comentário:

  1. Ai se o próprio rio Homem fosse poeta,
    que poema lindíssimo faria!
    Bons tempos!!!Loucura,loucura, upa, upa! :-)
    Bj
    Zi

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